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Vivendo bem no inferno.

Aquele que sabe posicionar-se bem na vida, vive bem até no inferno. Você precisa conhecer o mundo no qual você tá existindo. É uma premissa básica. Todos os nossos sentidos percebem o mundo físico, o sentido serve para traduzir os impulsos  que são gerados no mundo em comum para que então a alma consiga interagir com o mundo e surja um aperfeiçoamento visando a perenidade, o eu-superior. Tudo que nos cerca vai alimentar nossa alma. Eu conheço a coisa física através dos sentidos, mas é preciso conhecer a mecânica da própria alma pois, se eu não conheço a minha própria alma como eu vou conhecer a alma das coisas as quais eu vejo? Se eu não conheço a minha alma, como eu vou conhecer a alma do mundo no qual existo? Se eu não conheço a minha alma, como eu vou conhecer a alma das coisas que me permitem ter essa experiência que nós chamamos de vida? Essa é a importância da gente conhecer em detalhes aquilo que nos cerca, a mecânica do mundo no qual existimos, para que então s...

O quatro tipos de fronteiras e como contrui-las.

O que pode te proteger de pessoas tóxicas, manter memórias dolorosas no lugar, manter-te salvo e forte, e ajudar a gerenciar seus sentimentos? Fronteiras. E boas fronteiras são fundamentais para a saúde mental. Quando você cresce em um ambiente de fronteiras saudáveis, você naturalmente as terá quando adulto. Mas, infelizmente, muitos não começam com essa vantagem. Se você cresceu em um ambiente de negligência emocional, seus sentimentos e necessidades emocionais não foram saciadas, ou se os seus pais possuem algum tipo de desordem de personalidade você pode ter algum tipo de debilitação nesta área. Sem fortes mas flexíveis fronteiras você pode tornar-se vulnerável ao criticismo, insultos alheios, você vai ter dificuldade em gerenciar sentimentos e estará mais disposto à problemas emocionais. Pode se perceber preocupado demais, lutando com o passado ou não sentindo-se seguro o suficiente. Pessoas com falta emocional na infância normalmente desenvolvem uma fronteira inte...

Uma das surpreendentes causas do Narcisismo.

M. M. é uma mulher muito inteligente, ela diz que seu maior objetivo é "chegar ao topo e ficar lá". M. se dedica à tudo que faz e não se importa de pisar em algumas pessoas no caminho para o topo. Quando ela conhece gente nova, ela normalmente fala sobre suas conquistas, que impressionam alguns e afastam outros. M. tem pouca compaixão por si mesma e pouca por outros. O maior e mais temido segredo que ela guarda é que ela se torne uma ninguém. B. B. vive uma vida de contradição. É amado por muito mas sente que não merece o amor. Por fora, ele parece completo, por dentro, sente-se vazio. B. se dá bem no trabalho, mas nunca se sente com sucesso. Tem bastante compaixão por outros, mas não por si. Seu maior e mais temido segredo guardado é que ele se sente único, mas cheio de falhas. M. tem desordem de personalidade narcisista e B. convive com efeitos de negligência emocional infantil. Eles parecem diferentes, o que ambos poderiam ter em comum? Pessoas como B. tend...

Tragédia, problemas, o que eu faço?

Nós não somos seres pensantes que sentem, nós somos seres sentimentais que pensam. Tragédia, problemas, tristeza, inferno astral, afundado, atormentado. Algumas palavras que descrevem certos tipos de sentimentos comuns. Há, hoje em dia, pouca tolerância para o que é profundamente pessoal, biologicamente parte do que somos: nossas emoções. Se você cresceu em um ambiente onde a emoção era desencorajada ou pouco tolerada, você provavelmente tenha desenvolvido um relacionamento negativo com seus sentimentos. Você pode ver sentimentos como sinal de fraqueza. Você esconde-os de si e dos outros, esconde mesmo daquelas pessoas que parecem se importar com você. Para você, compartilhar sentimentos parece ilógico. Parece, as vezes, que você não tem ideia do que está sentindo ou do porquê, pois enterrou profundamente suas emoções. Por que nós criamos as emoções, afinal? Para algumas pessoas, emoções parecem um peso a ser carregado. Não seria melhor não ter emoções? Não sentir-se triste quando em...

Fadiga compassional.

A tarefa de um entusiasta ou profissional daqueles que ajudam outros é, antes de tudo, se dedicar às necessidades emocionais e físicas de clientes, pacientes e amigos. É uma experiência de alto retorno e o contato diário com pessoas é o que mantém o amor pelo trabalho. É um trabalho de especialização diferente de todas as outras profissões. Porém, esse chamado tão maravilhoso pode traduzir-se assim: ambientes altamente estressantes, casos pesados e recursos gastos, cinismo e negatividade de colegas, baixa satisfação geral e, para alguns, risco de ser atacado física ou emocionalmente. A Fatiga compassional é o preço a ser pago pela atenção entregue à outros. É caracterizada por exaustão emocional e física, uma notável diferença no tratamento e na empatia com pacientes, pessoas próximas, familiares, amigos. O cinismo aumenta, perde-se o prazer na carreira, pode-se até transformar em depressão, estresse traumático e outros problemas. O maior problema é que a fatiga compassional ataca ju...